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Já parou para pensar que, num dia de 24 horas, o seu carro passa provavelmente 22 ou 23 horas imobilizado? Estudos indicam que um veículo particular passa cerca de 90 a 95% do seu tempo estacionado.

Poderíamos pensar que “carro parado não gasta”, mas na verdade, a imobilização prolongada exige cuidados de manutenção tão rigorosos (ou mais) do que a utilização diária. Na Inovpeças, explicamos-lhe por que razão o seu carro continua a precisar de si, mesmo quando não sai da garagem.

1.  A Degradação Química

Muitos componentes do automóvel degradam-se pelo simples passar do tempo, e não apenas pela quilometragem.

  • Óleo do Motor: O óleo oxida e perde propriedades de lubrificação, mesmo que o carro não circule. É por isso que os fabricantes recomendam a troca por quilómetros ou por tempo (anualmente).

  • Líquido de Travões: Este fluido é higroscópico, o que significa que absorve humidade do ar. Com o carro parado, essa humidade pode causar corrosão interna no sistema de travagem.

2. Pneus e Baterias

A bateria é um dos componentes que mais sofre. Mesmo desligado, o carro mantém sistemas em “standby” que consomem energia. Sem o alternador a trabalhar para a carregar, a bateria pode descarregar completamente, reduzindo drasticamente a sua vida útil.

Quanto aos pneus, o peso constante do veículo sobre o mesmo ponto da borracha pode criar “zonas planas”, provocando vibrações e desconforto quando finalmente decide voltar à estrada.

3. Juntas e Vedantes

Os sistemas do seu carro foram desenhados para estar em movimento. Quando um carro está parado meses a fio, os vedantes de borracha e as juntas podem ressecar e rachar, provocando fugas de líquidos ou gases quando o sistema volta a ganhar pressão.

Ter um carro parado não é sinónimo de poupança na manutenção. Pelo contrário, uma revisão periódica é o que garante que, naquelas 1 ou 2 horas por dia em que precisa dele, o seu veículo responda com máxima segurança e fiabilidade.

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